4 de dezembro de 2013

Das escolhas

Sentada em sua pequena mesa de madeira, na unica cadeira que havia no cômodo, serviu-se de uma dose de café e ficou pensando nas escolhas que havia feito até ali.
Nada lhe soou agradável, bonito, satisfatório ou até mesmo coerente.

O que era afinal coerente?

Estava velha, desarrumada, descabelada, mas os dias passavam suaves como uma brisa.
Se dos sorrisos que já havia distribuído por ai, esses últimos vinham sendo os mais sinceros. Também não os dava a qualquer um que lhe encarasse.

A velha mania de batucar os dedos na madeira da mesa.... toc toc toc e se levantava para arrumar a saia que grudava nas coxas.

Há de se imaginar que daqueles 3 cômodos apertados nenhum guardava boas lembranças... estava na expressão dos olhos... Mas ela também não sabia como se livrar dessa nostalgia inútil.


16 de outubro de 2013

Trans forma

Observe as horas passar
Voando ou arrastadas, observe ali no cantinho...
Parada. Medíocre. Sem nada a oferecer.
Então, abre seus olhos para o novo.
Cuspa na cara da vida, entregue seus amores, entregue tudo aos belos e gordos rebanhos.
Esqueceu de quem te amou?
Abra seus olhos para a realidade, quebre os tijolos, derrube as placas, estraçalhe os muros e grite mais alto o que lhe dizem ao pé do ouvido.
Deus está te chamando pra liberdade e você aí, fingindo ser liberto por ter uma taça de vinho barato na mão.
Cuidado com os cães ladrando loucamente.
Cuidado com os tijolos, com os gordos rebanhos, com os olhos que sangram.
Feche a porta ao sair.
Apague a luz.
Crie coragem pra pedir perdão.
Ouça, ouça ele sussurrar que as horas estão passando.
Da prosa e do verso que recorri eu não sei absolutamente nada.
Apenas vou jogando as palavras porque elas querem sair...
Dessa forma, será que digo algo que te construa?
Apenas fuja das aberrações.
Se não souber onde estão tais, siga as placas.
Labaredas, métricas, revisões e grandes alardes em torno das marcações em meu corpo...
Quebre seus pré conceitos e diga que estou errada! Desafino-te.
Repense seus tabus.
Refaça as palavras.
Refiz minha vida.
Acordei e me deparei com o amor sorrindo.



22 de agosto de 2013

Confissões.

Confesso que muitas vezes é dificil.
acordo com o peso de muitas escolhas erradas. muitos caminhos obscuros. muitas experiencias não requisitadas.
Confesso que existem dias que levanto da cama apenas.
Confesso que as dores físicas, na verdade são emocionais.
a preguiça, a estafa, a lerdeza em se fazer tudo com calma demais... eu jamais fui assim.
mas anseio mudança e luto todos os dias contra meus sentimentos de culpa...
Me perdoa.
Muitas vezes o que me consome são essas palavras q talvez nunca chegarão e eu preciso desapegar.
Desapego
E então, eu o vejo dormir.
tão sereno, tão inocente.
de mãos dadas, ao q vier estou leoa.

apago, reescrevo, reinvento a vida e vejo a vida nesse sono gostoso.
cada detalhe, cada curva, cada sentido, cada movimento...
na madrugada q cai, toda a tensão do dia se esvaziando segundo a segundo...
eu poderia dizer q td esta favoravel.
Mas insisto em dramatizar... há q se mudar essa unica lagrima de um clown q está aprendendo a sorrir.
ao que vier, estou leoa.