4 de dezembro de 2013

Das escolhas

Sentada em sua pequena mesa de madeira, na unica cadeira que havia no cômodo, serviu-se de uma dose de café e ficou pensando nas escolhas que havia feito até ali.
Nada lhe soou agradável, bonito, satisfatório ou até mesmo coerente.

O que era afinal coerente?

Estava velha, desarrumada, descabelada, mas os dias passavam suaves como uma brisa.
Se dos sorrisos que já havia distribuído por ai, esses últimos vinham sendo os mais sinceros. Também não os dava a qualquer um que lhe encarasse.

A velha mania de batucar os dedos na madeira da mesa.... toc toc toc e se levantava para arrumar a saia que grudava nas coxas.

Há de se imaginar que daqueles 3 cômodos apertados nenhum guardava boas lembranças... estava na expressão dos olhos... Mas ela também não sabia como se livrar dessa nostalgia inútil.