27 de julho de 2014

E os céus desabam.

Contínuo e decadente, sobrevoaram os céus em busca de alguma alma viva e de nada lhe restaram além da esperança.
Criaram suas próprias teorias enquanto homens e mulheres se contorciam em agonia. era de se esperar, já que viveram no caos durante milhares de anos. Rindo, embriagados, viviam em mentiras e risos falsos.

Ela acordou. Gritando. Suando. Respirando. Não tinha morrido.

Lavou o rosto, esticou a roupa de cama, vestiu qualquer coisa e saiu.

Enquanto descia a rua, passou por umas pessoas que riam e fumavam algo que fedia muito... Parecia charuto. Ela se lembrou do sonho. Tossiu, esfregou o nariz que ardeu intensamente com o fedor.

Chegou à estação e viu o céu vermelho.... o frio era intenso. Ela fechou os olhos, fez uma oração...
muitas imagens surgiam em sua mente.

Durante anos ela provou que poderia desafiar a vida e a morte. provou a si mesma seu próprio limite. Provou sabores, texturas, diferentes gostos...

Quando chegou ao seu destino, saiu no amontoado de pessoas, formigueiro de gente... Pensando nas experiencias que fazia na escola enquanto tinha inocência.

Profundos pensamentos suburbanos...
Onde estivera todos esses anos, procurava entender.

26 de julho de 2014

As bombas explodiram em Montreal.

As estrelas caíam, formando desenhos no horizonte. O céu escuro, a lua chorava.
Nas ruas a correria era monstruosa.
Ela caminhava tranquilamente. Como se nada estivesse acontecendo.
Naquela tarde, ela sentiu que algo estava errado. os copos escapavam de suas mãos.
Ontem mesmo ela me disse: "onde eu vou depois?" e se calou.
Eu fiquei cheia de dúvidas na cabeça.
Ela sentiu o cheiro da chuva, dos fogos de artifício...
Ela sentiu e sentiu o coração pulsando forte, fazendo a roupa pular.
E a cabeça girava.
Ontem mesmo ela sentiu.
E hoje tudo isso está acontecendo.
Os cães latindo ferozmente, e os mendigos simplesmente estáticos olhando para o alto com os braços levantados... pobres infelizes que irão para o céu.
Sujeitos de ternos, oratórias sendo gritadas, os óculos que quebraram, as paredes caindo...
E o muro de Berlim que está na memória daqueles que sofreram e o derrubaram.
Não eram nem dez da noite...
Os sinos da igreja começou a tocar, tocar, tocar alto demais, repetido demais, alto demais...
E os vizinhos que gritavam...
As arvores caindo.
E ela caminhando tranquilamente.
Preferiu pegar o rumo de uma rua deserta...

Horas mais tarde, tudo se calou. E ela voltou para casa, deu comida aos gatos, deitou e dormiu.




The bombs exploded in Montreal.

The stars were falling making patterns on the horizon. The dark sky, the moon cried.
On the streets the rush was monstrous.
She walked quietly. As if nothing had happened.
That afternoon, she felt something was wrong.Cups escaping from her hands.

Yesterday she told me: "Where do I go next?" and kept quiet.
I was full of doubts in my mind.
She smelled the rain and the fireworks ...
She felt and felt her heart pounding, doing the clothes jump.
And her head was spinning.
Yesterday she felt.
And now all this is happening.
Dogs barking fiercely, and beggars just staticlooking up with raised arms ... poor unfortunates who are going to heaven.
Guys on suits, orations being shouted, smashed the glasses, the walls falling ...
And the Berlin Wall that is in memory of those who suffered and knocked it over.
It was not even ten at night ...
The church bells began to play, play, play too loud, repeated too much, too loudly ...
And the neighbors screaming ...
The falling trees.
And she going quietly.
She chose to go on a empty street ...

Hours later, all was quiet. And she came back home,gave food to the cats lay down and slept.