26 de junho de 2016

Corre, escorre...

http://anaturalissima.com.br/

Teus odores, meus amores, 
Tuas tranças que contornam os ombros,
Trouxeram em mim, um outro olhar,
Talvez um movimento não-linear.
Talvez uma guerra em mim, em nós...
Toda fúria se espalha,
Tendo em vista uma revolução, quando tudo é profetização...
Teu ventre sangra, 
Tua boca chama, nas ruas gritam, ecoam a canção.

Tudo que era cinza, cinzas, bitucas, se foram, correram.
Tudo têm-se feito vermelho, 

Tensão que pulsa no corpo, na alma, no gueto.
Talhando a vida daquela que briga pelo menor
Teus braços adormecem
Tuas pernas bambeiam
Teu corpo enlouquece
Teu corpo vermelho.
Sangra...
Liberta...
Sangra a vida
Sangra a alma
Sangra o ventre.
Tua luta,
Tua glória,
Teu repente.